Foto: O Kotidiano


A solenidade de diplomação realizada nesta segunda-feira (16), em Simões Filho, não foi apenas uma formalidade eleitoral, mas um símbolo de respeito à vontade popular e de renovação das esperanças democráticas. O ato, conduzido pela Justiça Eleitoral, confirmou oficialmente os mandatos do prefeito eleito Del Soares, da vice Simone Costa e dos 17 vereadores, sinalizando um novo ciclo político para a cidade. No entanto, esse momento de celebração democrática ainda é obscurecido por disputas judiciais que buscam reverter o resultado das urnas, levantando um questionamento inevitável: a quem interessa desafiar a soberania do voto?

Ao analisarmos o cenário, fica claro que as tentativas de judicializar o resultado eleitoral não são apenas um recurso legal, mas uma estratégia de desgaste político. Insistir em mudar o desfecho das eleições pelo “tapetão” reflete a resistência de alguns grupos em aceitar a decisão soberana da maioria. Esse comportamento não é novidade no Brasil, onde derrotados frequentemente utilizam o Judiciário como uma extensão do campo de batalha eleitoral. Mas qual é o custo real dessa prática? Além de frustrar os eleitores, ela fragiliza as instituições democráticas e retarda o desenvolvimento político e social do município.

Com a diplomação concluída, os próximos passos desses opositores são previsíveis, mas pouco eficazes. A poucos dias da posse, é difícil imaginar que essas ações judiciais possam impedir os eleitos de assumirem seus cargos. Então, por que insistir? Essa obstinação pode ser um reflexo de uma política antiga, que vê na obstrução do outro uma estratégia para preservar espaços de poder. Mas será que não seria mais sensato e produtivo aceitar a derrota e investir na construção de uma oposição propositiva e renovada?

O prefeito Dinha é um exemplo de liderança emergente que soube se conectar com a população e demonstrar habilidade política elegendo seu sucessor e liderado Del Soares. Ao invés de tentar barrar um mandato legítimo, os agentes políticos da cidade poderiam usar esse momento como uma oportunidade de aprendizado e reinvenção. A política moderna não premia o rancor nem a resistência ao novo, mas sim a capacidade de adaptação, diálogo e construção coletiva. O que aqueles que se opõem precisam entender é que o sucesso de um governo não é uma ameaça, mas um impulso para todos que desejam contribuir de maneira genuína com o município.

Simões Filho, assim como tantas outras cidades em desenvolvimento, não pode ficar presa a práticas ultrapassadas que promovem a paralisia em vez do progresso. O mundo vive um momento de modernização na política, onde os eleitores exigem mais transparência, resultados concretos e um foco maior no bem comum. É um tempo em que o confronto cede espaço à colaboração e em que as lideranças políticas são desafiadas a apresentar soluções reais, e não apenas críticas vazias. A cidade precisa avançar, e isso exige maturidade de todos os envolvidos no processo político.

A diplomação dos eleitos é mais do que um ato simbólico; é uma convocação ao amadurecimento. Simões Filho tem agora a chance de iniciar um novo ciclo de desenvolvimento, com lideranças comprometidas e uma oposição que, se inteligente, desempenhará seu papel de fiscalizadora e propositora. Mais do que nunca, é hora de abandonar velhas práticas, olhar para o futuro e trabalhar para que a política local seja um exemplo de inovação e eficiência. Afinal, a verdadeira vitória na democracia não é apenas vencer eleições, mas contribuir para que a sociedade prospere.

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